Postagem “Ninguém solta a mão de ninguém” foi criada por tatuadora de BH

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A frase “Ninguém solta a mão de ninguém”, presente na imagem que ganhou as redes sociais desde a noite de domingo (28), foi criada pela tatuadora de Belo Horizonte Thereza Nardelli. Em poucas horas, o perfil da artista ganhou mais de 5 mil novos seguidores e sua imagem foi muito replicada.

Thereza conta que a imagem já tinha sido feita por ela há alguns dias e postada no dia 29 de setembro, no Instagran. Mas foi republicada por volta das 17 horas de domingo, horário em que as votações foram encerradas, e ganhou as redes sociais rapidamente. “Fiz postagem porque quis passar uma mensagem de resistência e união, que me deu alento, num momento tão decisivo para o país”, disse a tatuadora.

Ela conta que a ideia da imagem nasceu de uma conversa com a mãe, Lêda. “Essa foi uma frase que ouvi da minha mãe. Criei o desenho a partir dela e publiquei no Instagran, pois achei que era importante para esse momento político”, afirma Thereza, que disponibillizou a imagem para ser compartilhada livremente pela internet.

Segundo a tatuadora de 30 anos, desde a noite de domingo, têm chegado muitos pedidos para que o desenho seja eternizado na pele. A primeira tatuagem com a imagem “Ninguém solta a mão de ninguém” já foi feita, mas não pelas mãos de Thereza. A artista recebeu uma foto de uma mulher que teria feito a tatoo em uma perna.

Thereza está no mercado da tatuagem há um ano e meio, apostando em uma técnica artesanal, feita sem máquina, chamada handpoke. “Me interessei pela técnica por gostar da estética punk e caseira, e também por ser  mais acessível e não precisar da máquina, que custa caro. Persisti no handpoke porque me apaixonei pelo processo de tatuar de pontinho em pontinho”, explica a artista.

Segundo ela, este é um momento de resgate dessa técnica mais artesanal e muitas pessoas se interessam por experimentar novos processos. “Creio que o handpoke é mais suave, mais mediativo. Não tem barulho da maquininha, costuma doer menos, daí o processo fica menos doloroso e mais prazeroso”, diz a artista, lembrando que essa técnica tende a ser mais demorada que a tradicional.

 

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